SCIENCE | Adeus, Homo sapiens

“Nós teremos o mesmo destino das pessoas na Ilha de Páscoa”, declarou categórico em 2010, o Professor e cientista australiano, Frank Fenner, prevendo que em 100 anos a humanidade se extinguirá, junto com outras espécies.

O renomado catedrático, que ajudou a erradicar a catapora, é autor e co-autor de 22 livros e 290 artigos científicos, explicou. em em uma das últimas entrevistas antes de falecer, aos 95 anos, ao jornal The Australian, que o Homo sapiens não será capaz de sobreviver mais muito tempo à explosão demográfica e ao consumo desenfreado.

Fenner, que foi professor emérito de microbiologia da Universidade Nacional Australiana (ANU), disse que a mudança climática é apenas no seu início, mas é provável que seja a causa da nossa extinção. “Nós vamos sofrer o mesmo destino que as pessoas na Ilha de Páscoa”, disse ele. Mais pessoas significa menos recursos, e Fenner prevê que “haverá muito mais guerras por alimentos.”

Números oficiais da ONU dão conta de que já somos 6,8 bilhões e passaremos para sete no próximo ano. A Ilha de Páscoa, conhecida pelos Moais, estátuas gigantes de pedras, teve sua população completamente extinta no século XIX após extenso aumento de consumo e densidade populacional.

Não é de hoje que cientistas vem declarando que sim, o fim está próximo, mas tão próximo assim causou espanto em todo o mundo. Essa semana o Vaticano apelou aos países ricos que contenham as emissões de poluentes e freiem a produção de lixo e de consumo. Mas, como disse o Papa Francisco, e como testificou o Professor Fenner há cinco anos. “falta vontade política”.

Na época ele disse acreditar que a situação é irreversível, e que seja tarde demais, porque os efeitos que tivemos na Terra desde a industrialização (período conhecido agora pelos cientistas não oficialmente como o Anthropocene) rivaliza com os efeitos de idades de gelo ou impactos de cometas.

Cientistas mais otimistas, como Stephen Boyden, colega de Fenner, esperam que hajam mudanças e com elas o retardo do processo de extinção. “Enquanto não há um vislumbre de esperança, vale a pena trabalhar para resolver o problema. Temos o conhecimento científico para fazê-lo, mas não temos a vontade política “, disse Boyden. Mas todos são unânimes ao afirmar que no cenário atual o resultado será a extinção.

Fenner, morreu aos 95 anos, ainda em 2010 quando concedeu a entrevista. Tirem aí cinco anos dos 100 que nos faltam.

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Fotos: The Courrier Mail e The Australian

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